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Operação Carbono Oculto mira esquema que usava a cadeia de combustíveis e mercado financeiro para desviar bilhões de reais

Investigação do MPSP é tida como a maior operação coordenada de agentes do Estado da história

 

Deflagrada na madrugada desta quinta-feira (28/08), a Operação Carbono Oculto mobilizou cerca de 1.400 agentes públicos, em dez estados, para desarticular um sofisticado esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e sonegação tributária, atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na coletiva de imprensa, ao destacar a ação colaborativa das forças do Estado, o Procurador-Geral de Justiça Paulo Sérgio de Oliveira e Costa definiu a ação “como um golpe no andar de cima, do esquema do crime organizado que se infiltrou no setor de combustíveis”.

Segundo a investigação, o grupo deixou de pagar mais de 7,6 bilhões de reais em impostos, e foram identificadas irregularidades em várias etapas da produção e distribuição de combustíveis no país. As transações financeiras do grupo transitaram depois por fintechs controladas pelo crime organizado.

O Promotor de Justiça Yuri Fisberg falou sobre o resultado da operação no Estado de São Paulo: “a gente já tem mais de 3.000 documentos apreendidos, uma centena de computadores, HDs, material probatório que vai reverter para essas investigações”, disse.

“O que nós identificamos é que a organização criminosa atua em todas as etapas da cadeia de combustível, a iniciar pelas usinas, distribuidoras, formuladoras de combustíveis, redes de postos e também nos portos”, revelou o promotor João Paulo Gabriel.

O Secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite parabenizou o Ministério Público, que trabalhou com múltiplas agências, compartilhando informações de relevância. “Todos unidos numa grande força tarefa, desprovidos de vaidade, temos força e capacidade de combater o crime organizado no Estado de São Paulo”, disse o Secretário Derrite.

Também participaram da coletiva de imprensa o Secretário da Fazenda Samuel Kinoshita, o Secretário da Receita Federal Robinson Barreirinhas, a Superintendente da 8ª Região Fiscal Márcia Cecília Meng, Carlos Eduardo Neri de Oliveira (Superintendente de Fiscalização e Abastecimento da ANP e Thiago Oliveira de Matos (da Procuradoria-Geral do Estado).