NOTA PÚBLICA
A Associação Paulista do Ministério Público (APMP), representante dos Promotores e Procuradores de Justiça de São Paulo, manifesta seu inconformismo com a abordagem adotada pela reportagem e pela chamada “Calculadora de Penduricalhos”, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta 5ª feira, 6 de agosto de 2026.
Fiscalizar a remuneração dos agentes públicos é legítimo e necessário. Esse debate, porém, exige precisão, responsabilidade e respeito às particularidades jurídicas de cada carreira.
Ao somar indiscriminadamente parcelas de naturezas distintas e aplicá-las a qualquer salário, a ferramenta mistura plantões, acúmulo de funções, substituições, férias não usufruídas e pagamentos retroativos como se fossem vantagens automáticas e permanentes.
O resultado é uma representação distorcida e caricatural.
Generalizar direitos regularmente reconhecidos como se fossem privilégios concedidos indistintamente não contribui para informar a sociedade.
A APMP reafirma seu compromisso com a transparência, com o interesse público e com a defesa da dignidade, das prerrogativas e dos direitos de seus associados.
São Paulo, 6 de agosto de 2026.
Diretoria da Associação Paulista do Ministério Público