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Intervenção no Rio ou o féretro da reforma da previdência?

Divulgado a pedido do Dr. Roberto Livianu

Com aprovação na casa dos 5%, temos um Governo marcado por ter ministros como Geddel Vieira Lima e seu bunker de R$ 51 milhões e Henrique Alves (11 mandatos seguidos na Câmara), ambos presos por corrupção. Um Governo que escolheu o diretor-geral da PF que declarou na posse que uma mala com R$500 mil em propina pode não caracterizar crime de corrupção e que comenta inquérito em que seu nomeante é investigado e vaticina o arquivamento do caso sem nele ter atuado.

Este mesmo Governo, que fez coro com aqueles que diagnosticaram como o grande problema do Brasil o auxílio-moradia dos juízes e promotores, em massacre midiático que vilaniza Moro e Bretas, como se os políticos brasileiros não usassem os jatinhos da FAB para zanzar pelo país, como se os deputados não tivessem 25 assessores e os senadores 75, como se os Deputados não tivessem direito a plano de saúde vitalício após 6 meses de mandato. Como se políticos fossem santos e os diabos da pátria fossem os juízes e promotores, principalmente os que atuam no combate à corrupção.
Mais um elemento que aponta haver outra intenção oculta sob esta iniciativa é o fato de que este governo que agora decreta a intervenção na direção supostamente punicionista é exatamente o mesmo que tentou libertar criminosos no atacado, tentou liquidar 80% das penas da corrupção com o Decreto de Indulto “Black Friday”, barrado pelo STF, classificado pelo Ministro da Justiça como humanitário.
A cereja do bolo foi usar o enredo para criar o Ministério da Segurança Pública. Resta saber quem será o ministro. Lembrando dos nomes dos presidiários Geddel e Henrique Alves e da nomeada Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho (condenada por violar as leis do trabalho), talvez o Presidente escolha Marcola ou Fernandinho Beira-Mar, após conceder-lhes anistia para que possam servir ao país.
Leia a íntegra de minha coluna semanal no portal Poder360 de hoje.

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