APMP e Global Institute For Peace da USP formalizam parceria

Convênio entre entidades foi anunciado no webinar de lançamento do Centro de Resoluções de Conflitos da USP

Publicado em 26 de maio de 2021

A Associação Paulista do Ministério Público e o Global Institute For Peace da Universidade de São Paulo (GLIP-USP) formalizaram uma parceria, que foi anunciada hoje (25), durante o webinar de lançamento do Centro de Resoluções de Conflitos da USP (CRC-USP), que teve início às 10:00. O convênio tem por finalidade facilitar o intercâmbio de informações referentes às atuações das entidades no que tange a cooperação acadêmica, educacional e divulgação de atividades conjuntas. 

 

O reitor da Universidade de São Paulo, Vahan Agopyan, abriu o evento falando sobre a importância da criação do CRC-USP dentro do que ele definiu como “terceira missão” das universidades de pesquisa do mundo todo, que vai além do ensino e da pesquisa, que é o relacionamento com a sociedade. “A universidade brasileira não está parada com essa pandemia, nós estamos cumprindo a nossa tarefa e estamos dando uma resposta à sociedade. Esse Centro de Resolução de Conflitos é mais uma iniciativa para isso”, concluiu.

 

O Secretário da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Fernando José da Costa, enalteceu a iniciativa classificada como “muito importante” de tratar de resolução extrajudicial de conflitos, de segurança cibernética e de equilíbrio de gênero. “Aqui à frente da Secretaria, posso dizer que temos o dever, ou melhor dizendo, o Estado, ele tem o dever de trabalhar com políticas públicas e oferecer mecanismos de resolução de conflito, que antecedem o litígio judicial”, pontuou. 

 

O Presidente da APMP, Paulo Penteado Teixeira Junior, falou com orgulho  do passado como estudante da USP. “Ontem, por coincidência, eu tirei uma foto da minha sala de trabalho, ao fundo a nossa sempre nova e velha academia, a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo”, mencionou. E concluiu sua fala elogiando a instituição: “Parabéns pelo dinamismo da nossa Universidade de São Paulo”. 

 

O 2° Vice Presidente da APMP e Conselheiro CRC-USP, Eduardo Mistrorigo de Freitas,  enalteceu o GLIP-USP. “Em um futuro que se apresenta com características bem beligerantes, você ter um instituto que se movimenta em prol da paz é reconfortante”, exaltou.  Sobre   parceria entre a APMP e o GLIP-USP ressaltou: Pra gente do Ministério Público é gratificante esse convênio feito entre a APMP e o GLIP-USP. 

A Professora de Direito Internacional e Vice-Presidente do GLIP-USP Maristela Basso    pontuou: “Nós somos um grupo de escolas   que tem a pretensão de, a partir do Brasil,  ser uma estrutura  para todas as pessoas, entidades, estados, e organizações que precisem e  que queiram encontrar paz para  seus conflitos. Onde há conflito,  que a gente possa chegar com alguma proposta de paz que possa tornar o mundo um pouco melhor, mais habitável, mais humano e solidário”.

O Coordenador -Geral do GLIP-USP,  professor José Roberto Cardoso  enalteceu os   apoios recebidos,  entre eles o da APMP, na figura do presidente Paulo Penteado , “que sempre  apoiou  as nossas iniciativas, o  que de fato nos ajudou muito, num momento em que não havia nada”.

Já o  Presidente do CRC-USP, Frederico Straube, falou do  caminho interessante e difícil, que é o estruturar, articular e lançar ao público um centro com carimbo da USP, que geraria uma responsabilidade muito maior. “Hoje achamos que estamos em condições de oferecer a essa comunidade muito amadurecida no Brasil um produto de primeira categoria”,  ao falar da administração da arbitragem propriamente dita.

 A contribuição internacional veio direto do Bahrein, com a professora Marike Paulsson – International Vice President GLIP-USP . Ela  disse que a “não violência é a única resposta confiável à violência que vemos ao redor do mundo hoje, ao  lembrar  de Coretta Scott King,  viúva do ativista Martin Luther King Jr,  nos anos 60.

O árbitro da Organização Mundial do Comércio e conselheiro do Glip -USP, Umberto Celli Junior, falou sobre a honra de integrar o “projeto de ponta” e das dificuldades desde que a Lei de Arbitragem brasileira foi criada. “Até que a arbitragem pudesse efetivamente ganhar corpo e ele pudesse ter se consolidado como efetivo método de resolução de controvérsias, foram muitos anos. Por muitos anos desconfiamos desse método e hoje é um método consagrado”, afirmou. 

 O webinar teve ainda a  participação da Diretora da Escola Politécnica da USP, Liedi Bernucci, do Advogado e Conselheiro CRC-USP, Renan Peres,  da advogada e conselheira do CRC-USP, Ana Gerdau,  do Advogado e Conselheiro do CRC-USP, Alexandre Tadeu Navarro, do Advogado e Conselheiro do CRC-USP, Vitor Castro, de Londres,  e da Advogada e Secretária Geral do CRC-USP, Lara Melani. 

O evento, conduzido pelo Conselheiro do GLIP, do CRC-USP e International Affairs Reitoria USP, Gerson Damiani,  foi acompanhado virtualmente por 280 pessoas.