MPSP realiza solenidade virtual de posse da Corregedoria-Geral

Novo Corregedor-Geral Motauri Ciocchetti e nova Vice-Corregedora Liliana Mortari foram prestigiados, na tarde de ontem (20), por mais de cem personalidades

Publicado em 21 de janeiro de 2021

O Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP) realizou na tarde de ontem (20) a solenidade de posse do novo Corregedor-Geral do MPSP, Motauri Ciocchetti de Souza, e da nova Vice-Corregedora, Liliana Mercadante Mortari. A cerimônia virtual foi acompanhada por Ministros e mais de cem personalidades do mundo jurídico e acadêmico.

O Presidente da Associação Paulista do Ministério Público (APMP), Paulo Penteado Teixeira Junior, parabenizou os empossados. “Tenho certeza que Vossa Excelência (Dr Motauri Ciocchetti), junto com a Dra Liliana e com toda a assessoria, realizarão uma gestão extraordinária, assim como foi a gestão da Dra Tereza Exner. É uma honra para a APMP estar nessa solenidade e cumprimentá-los como os novos exercestes de tão relevantes cargos para o Ministério Público de São Paulo e para o Ministério Público Brasileiro”, afirmou.

Já o Procurador de Justiça Walter Paulo Sabella, falando em nome do  Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, que deu posse ao novo Corregedor e à Vice-Corregedora, destacou o desempenho irretocável da doutora Tereza Exner, cujo mandato se expirava, e expressou confiança e otimismo quanto à gestão do doutor Motauri e da doutora Liliana.

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que iniciou a carreira como Promotor de Justiça em São Paulo, discorreu sobre o papel da Corregedoria na estrutura do MP, pontuando sua função de “garantir coesão interna e transparência externa”, e afirmando de forma eloquente que “não há no mundo um modelo de Ministério Público tão forte como o brasileiro”.

O Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antonio Herman Benjamin, exaltou na sua fala a relevância do MPSP. Segundo o ministro, “poucas instituições no Brasil fizeram tanto pela nossa República quanto o Ministério Público de São Paulo”. Ele também externou o desejo de que o Ministério Público “possa apresentar uma nova proposta para a sua atuação, no momento em que as instituições são postas em dúvida no país”.

A antecessora no cargo de Corregedora-Geral de Justiça, Tereza Exner, exaltou os integrantes de sua equipe no biênio 2019/2020, citando cada um dos promotores, servidores e motoristas no seu discurso de despedida. Ela também enfatizou a importância da representatividade feminina nos órgãos da administração superior, relembrando o pioneirismo daquelas que deram os primeiros passos no Ministério Público: Cito hoje a doutora Nair Ciocchetti de Souza. Ela foi a primeira mulher casada e com filho a ingressar no Ministério Público, em 1970. Tereza Exner também agradeceu aos amigos que estiveram ao seu lado ao longo dos últimos dois anos e, emocionada, mencionou a família, que definiu como “farol seguro de amparo, força e felicidade”.

A nova Vice-Corregedora, Liliana Mortari, também apontou a manutenção da democracia como norte do seu cargo, repudiando os movimentos antidemocráticos que, segundo ela, são um “fenômeno visível em diversos pontos do planeta”. A empossada também manifestou a necessidade de dar continuidade à aproximação entre os membros do Ministério Público e a sociedade, afirmando: “É assim, com olhos voltados para os menos favorecidos, que continuaremos a atuar”.

O novo Corregedor-Geral do MPSP, Motauri Ciocchetti, destacou em seu discurso de posse a importância do respeito às divergências e o diálogo para a manutenção da democracia, advertindo que “a sanha pelo poder é sempre nefasta e turva a visão do administrador”. O empossado também reafirmou que empatia e humildade são as qualidades indispensáveis para o exercício do cargo de promotor. “Ninguém é respeitável exclusivamente pela função que exerce, mas pela forma como o faz”, pontuou Motauri.

O Procurador-Geral de Justiça de São Paulo e Presidente do Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, Mario Sarrubbo,  que abriu a cerimônia de posse, enfatizou o fundamental papel do MPSP na manutenção da democracia. “Que a população de São Paulo, diante do negacionismo, da intolerância, do desprezo pela vida e dos constantes flertes com a ruptura do regime democrático, possa continuar dizendo: ainda há o Ministério Público de São Paulo”, declarou.