Rubens Figueiredo e Rodrigo Prando debatem sobre atual conjuntura política

Abertura do evento foi realizada pelo presidente Paulo Penteado

Publicado em 24 de junho de 2020

O debate que foi ao ar nesta terça-feira (23), com a presença do cientista político Rubens Figueiredo, como palestrante, e do professor Rodrigo Augusto Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como debatedor, refletiu sobre o tema “Conjuntura política: fatores de estabilidade e instabilidade”. O evento foi transmitido ao vivo pelo Youtube da APMP (Associação Paulista do Ministério Público) para 206 pessoas, com a abertura do presidente Paulo Penteado.

Em sua fala, Rubens Figueiredo tratou do que chamou de “momento extremamente único que estamos atravessando”. O cientista político e sociólogo enumerou o que acredita ser os três grandes núcleos da guerra que estamos vivendo, que é o combate à pandemia: “Primeiro, o governo está fazendo uma monumental campanha de comunicação para mudar comportamento, que é diferente de opinião […]; comportamento é ação”, afirma. “Segundo ponto é a questão do diagnóstico e dos instrumentos de precaução. O Brasil testa muito pouco, e até final de abril a gente não tinha por exemplo máscara no mercado […]. Isso mostra uma falta de capacidade de adaptação”. E completa: “O terceiro é o tratamento propriamente dito, as UTIs. E essa pandemia escancarou o que há de estruturalmente errado na sociedade brasileira”.

O professor Rodrigo Augusto Prando concordou em grande parte com as afirmações de Rubens e acrescentou: “A conjuntura que nós temos, que é a pandemia, numa situação política do Brasil como nós temos hoje, ela explicita algo que é característico de uma estrutura muito desigual da sociedade brasileira. […] mostra que elementos estruturais como a questão da educação, da renda, das oportunidades se explicitam. E, como bem colocou o Rubens, neste encadeamento, quando uma pessoa perde emprego, deixa de pagar seu funcionário, que consequentemente vai acabar demitindo a empregada doméstica…Tudo isso vai no fundo atingir aqueles que são estruturalmente e historicamente mais vulneráveis. Então, aqui é menos a análise da política e muito mais a dinâmica social”.

O vídeo do debate na íntegra estará disponível no canal do Youtube da APMP.