Grupo de Estudos debate ‘Cultura da Paz’ na Sede Social da APMP

Evento teve como palestrantes Eloisa de Sousa Arruda, secretária municipal de Direitos Humanos, Keiko Ota, deputada federal, e Maria Paula Fidalgo, atriz e Embaixadora da Paz

6 de agosto de 2018
Categoria: Geral

Na segunda-feira, 6/8, dezenas de promotores, promotoras, procuradores e procuradoras de Justiça compareceram ao Auditório “Francismar Lamenza”, da Sede Social da Associação Paulista do Ministério Público (APMP), no Centro de São Paulo, para participar do debate sobre “Cultura da Paz”, promovido pelo Grupo de Estudos “Carlos Siqueira Neto”, da capital. O evento teve como palestrantes Eloisa de Sousa Arruda, secretária municipal de Direitos Humanos, Keiko Ota, deputada federal, e Maria Paula Fidalgo, atriz e Embaixadora da Paz.

O debate foi mediado pelas promotoras de Justiça Celeste Leite dos Santos, coordenadora geral dos Grupos de Estudos (GEs) e uma das diretoras da APMP Mulher na entidade de classe, e Anna Trotta Yaryd, coordenadora regional dos GEs, e por José Oswaldo Molineiro, presidente da APMP. A diretoria da Associação foi representada ainda, no evento, pelo 1º secretário, Paulo Penteado Teixeira Junior, e pelo coordenador da Assessoria Especial da Presidência, Pedro Jesus Juliotti – que integra, também, o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP).

Em sua exposição, a deputada federal Keiko Ota destacou o Projeto de Lei (PL) 13.663/2018, de sua autoria, que visa dar às escolas a responsabilidade de promover a “Cultura da Paz”. Na Câmara dos Deputados, a parlamentar paulista preside a Comissão Especial da Cultura da Paz (Cepaz). “O Ministério Público é parceiro das famílias vítimas de violência e seu papel é fundamental na sociedade. O MP está nos ajudando muito na elaboração de novas leis, inclusive com propostas para o novo CPP [Código de Processo Penal]”, elogiou a deputada.

Por sua vez, a secretária municipal de Direitos Humanos, Eloisa de Sousa Arruda, abordou a importância de iniciativas públicas como as unidades dos Centros de Referência e Apoio à Vítima (Cravi) e dos Centros de Integração da Cidadania (CICs) no Estado de São Paulo. “O Ministério Público sempre ajudou muito. Como, por exemplo, com palestras sobre cidadania nas periferias”, destacou a procuradora de Justiça aposentada. Eloisa de Sousa Arruda falou ainda sobre programas públicos que trabalham o combate à homofobia e ao racismo.

Maria Paula Fidalgo completou o debate com uma palestra sobre a autorreflexão para mudança de postura visando favorecer a “Cultura da Paz”. “Em situações de possível descontrole emocional, devemos cultivar sempre escolhas pacíficas e/ou pacificadoras e fazer uma revisão dos nossos valores”, observou a atriz e Embaixadora da Paz, que interagiu com a plateia, convidando os presentes a fazer associações livres aos conceitos de paz e de ódio. Ao final do evento, Maria Paula autografou exemplares do livro “Liberdade crônica”, de sua autoria.

Por fim, as palestrantes responderam questões da plateia e a coordenadora dos GEs, Celeste Leite dos Santos, propôs duas teses institucionais, ambas aprovadas por unanimidade. “O MP deve fomentar a criação de políticas públicas visando à implementação da Cultura da Paz” e “A Cultura da Paz perpassa a criação de projetos de mediação, círculos restaurativos e incentivo ao trabalho em rede interdisciplinar, bem como a obtenção da equidade de gênero e a autorreflexão e a priorização, no Ministério Público, de um projeto maior e mais abrangente”.

No encerramento, foram entregues às palestrantes certificados e exemplares do livro “As Especialistas”, obra da APMP Mulher publicada pela entidade de classe. Eloisa de Souza Arruda os recebeu das mãos da promotora de Justiça Camila Bonafini Pereira e do procurador de Justiça Pedro de Jesus Juliotti. A deputada Keiko Ota os recebeu da procuradora de Justiça Valderez Deusdedit Abbud e do promotor de Justiça Paulo Penteado Teixeira Junior. E Maria Paula os recebeu das mãos dos procuradores de Justiça Aparecida Maria Valadares da Costa e Ricardo Prado Pires de Campos, presidente do Movimento do Ministério Público Democrático (MPD). Dentre os presentes estava também Masataka Ota, vereador de São Paulo.